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Terapia com Inteligência Artificial, funciona?

  • Foto do escritor: mairajulye
    mairajulye
  • 16 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 7 de jan.



Vivemos numa era em que a tecnologia está disponível a um toque: buscas, respostas rápidas, aplicativos que prometem ajuda emocional e até conversas com chatbots que parecem compreender o que sentimos. Não é raro pra mim, ouvir mulheres dizerem que recorrem à inteligência artificial (IA) quando precisam “desabafar” ou buscar orientações.... Isso acontece — e não há vergonha nisso. Muitas vezes, a IA aparece porque é rápida, acessível e imediata.

Mas há uma diferença fundamental entre receber respostas automatizadas e iniciar um processo terapêutico com uma psicóloga. E é exatamente essa diferença que pode transformar a sua experiência — e a sua vida.


Por que tantas mulheres procuram a IA em vez da terapia?

Na minha prática clínica e na observação diária, percebo alguns motivos comuns:

  • Solidão e urgência de falar com alguém: Há momentos em que a necessidade de compartilhar é tão grande que a primeira alternativa que surge é a que está mais à mão — e muitas vezes é um app ou um chatbot.

  • Dificuldade para encontrar o profissional certo: Nem sempre se sabe por onde começar, qual abordagem escolher ou como avaliar se aquela psicóloga é confiável.

  • Custo e acesso: A percepção de que terapia é cara ou inacessível faz com que muitas mulheres optem por soluções aparentemente gratuitas ou mais baratas.

  • Medo de julgamento e insegurança: Abrir-se para outro ser humano é vulnerável. Para algumas, falar com uma IA parece menos angustiante.

  • Desinformação sobre o que é terapia: A ideia de que terapia é “só conversar” ou que deve trazer respostas imediatas afasta muitas mulheres de buscar um processo que exige tempo e comprometimento.

Entendo esses motivos (não os julgo), mas eu preciso que você entenda o que eu posso te oferecer e a diferença do meu trabalho na sua vida! Vamos lá...


O que a IA não pode oferecer (e por que isso importa)

  1. Relação terapêutica e vínculo: A terapia é, antes de tudo, uma relação humana com responsabilidade ética. O vínculo entre paciente e terapeuta — construído com escuta, presença e confiança — cria um espaço seguro para elaborar aquilo que dói. A IA não estabelece vínculo; ela segue algoritmos.

  2. Compreensão contextual e atenção ao detalhe: Um algoritmo identifica padrões e associações; eu interpreto histórias, linguagem corporal, tonalidade da voz, contexto de vida, histórico familiar e cultural. Essas nuances são fundamentais para intervenções eficazes.

  3. Ética, sigilo e responsabilidade profissional: Psicólogas e psicólogos trabalham sob um código de ética que protege o sigilo, a integridade e o bem-estar do paciente. Também têm responsabilidade legal em casos de risco (por exemplo, quando há ideação suicida), o que envolve avaliar, encaminhar e agir de forma adequada. A IA não pode assumir essa responsabilidade.

  4. Intervenção personalizada e estratégias terapêuticas: A terapia usa técnicas e modelos baseados em evidências — e esses recursos são escolhidos a partir da avaliação contínua do caso. Não é uma resposta pronta: é um trabalho que se ajusta ao seu ritmo, às suas resistências e avanços.

  5. Trabalho em profundidade e acompanhamento: Conversas pontuais podem aliviar, mas não garantem mudanças duradouras. A terapia é um processo que auxilia você na compreensão, reorganização emocional e alterações comportamentais que serão a chave para a sua qualidade de vida.


Minha proposta de trabalho — o que eu ofereço como psicóloga

Sou psicóloga há 8 anos (CRP-09/10918) e atuo com mulheres na fase perinatal (tentando engravidar, gestantes, pós-parto ou enfrentando lutos nesta fase). Meu compromisso é oferecer um espaço profissional, responsável e focado em resultados reais. O que diferencia meu trabalho:

  • Escuta qualificada e sem julgamentos: você pode falar sobre dúvidas, medos e culpas sem roteiro pronto.

  • Estratégias práticas e baseadas em ciência: ferramentas de autorregulação, técnicas psicoeducativas e intervenções ajustadas à sua história.

  • Responsabilidade ética: sigilo absoluto, avaliação de risco e encaminhamentos quando necessário.

  • Atenção ao contexto da maternidade: trabalho com questões específicas da gestação, puerpério e maternidade, considerando as demandas emocionais e sociais desse momento.

  • Acompanhamento personalizado: planos de trabalho pensados para o que você precisa, com metas concretas e revisões periódicas.


A IA pode ser uma ferramenta — mas não substitui o cuidado humano

Não vejo a tecnologia como inimiga. Aplicativos, leituras e recursos digitais podem complementar o cuidado, ajudar na psicoeducação e oferecer suporte momentâneo. O problema é substituir o encontro humano por soluções automatizadas quando a complexidade emocional exige presença, ética e estratégia clínica.


Se você está em dúvida sobre buscar terapia

  • Você não está sozinha nessa sensação.

  • Procurar ajuda é um ato de cuidado — não de fraqueza.

  • Se o custo é um entrave, podemos conversar sobre alternativas e planos.

  • Se você teve experiências ruins com profissionais, vale tentar novamente com critérios claros (CRP, experiência, abordagem).


Se você sentiu que este texto foi pra você, aqui fica o meu convite: agende uma conversa inicial comigo para avaliarmos o que você precisa — sem julgamentos, com responsabilidade e com foco em caminhos reais de cuidado. Clique no link da bio para agendar sua avaliação online.


Você merece um cuidado que olhe para a sua história, sua singularidade e a realidade que você vive.

A terapia é isso: um espaço humano, ético e transformador.

 
 
 

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